
Kaiala.
Com Sulivã Bispo
Entre realidade e ficção, Kaiala narra a trajetória de uma criança de 10 anos iniciada no candomblé de tradição angola, cuja vida é interrompida por um ato de intolerância religiosa. A partir dessa história, o espetáculo lança luz sobre as violências enfrentadas pelas comunidades de terreiro, ao mesmo tempo em que afirma a força da ancestralidade, da memória e da resistência. Em cena, a infância, a espiritualidade e o direito à existência se entrelaçam em uma narrativa potente e comovente sobre dignidade, pertencimento e liberdade de crença.
Dentro da tradição bantu, Kaiala é o inquice que tem as águas como seu domínio. A obra dirigida por Thiago Romero utiliza da divindade para lidar com temas como a intolerância, resistência, preconceito e genocídio do povo negro. “Kaiala é um alerta do que não pode mais acontecer. É a grande força maternal, que cuida das cabeças. Ela traz para a dramaturgia a visão da divindade com todo seu encanto, ao passo que chama a atenção para a intolerância religiosa no país”, explica Sulivã.
Estreado em 2016, na cidade de Salvador (BA), o espetáculo Kaiala é o primeiro solo do ator Sulivã Bispo, com o qual foi indicado ao Prêmio Braskem de Teatro, na categoria Melhor Ator. Desde então, tem sido apresentado em diversos espaços culturais soteropolitanos. Em meio a pandemia, ganhou uma versão audiovisual gravada no Terreiro Bate Folha, onde também já fora apresentado anteriormente.
Duração: 50 minutos. Direção/Cenografia: Thiago Romero Atuação/Concepção: Sulivã Bispo Figurino: Tina Melo Iluminação: Alisson Sá Coreografia: Nildinha Fonseca Musicalidade: Sanara Rocha e Luciano Salvador Bahia Instrumentista: Sanara Rocha Direção de Produção: Luiz Antônio Sena Jr. Produção Executiva: Bergson Nunes Design Gráfico: Diego Moreno Produção: DAGENTE PRODUÇÕES












