
INACABADO
Avec Grupo Bagaceira, Rafael Martins
Grupo Bagaceira apresenta espetáculo que explora o processo criativo entre improviso, memória e luto.
🏛️ Local: Teatro Carlos Câmara (R. Dr. João Moreira, 471 - Centro, Fortaleza / R. Sen. Pompeu, 454-A - Centro, Fortaleza - CE, 60025-000) 📍 Espaço: Sala de Espetáculos Rogério Mesquita – Formato Italiano 📅 Data: 24 de Setembro ⏰ Horário: 19h30 🔞 Classificação: 12 anos 🎟️ Ingressos: Gratuito | Via Sympla 🎫 Cada usuário pode realizar a retirada de até 3 ingressos.
"Inacabado" inaugura um novo ciclo do Grupo Bagaceira ao revisitar sua própria trajetória a partir dos processos, vínculos e transformações que sustentam a continuidade de um coletivo artístico. Em cena, os integrantes transitam entre realidade e ficção, expondo tentativas, impasses e escolhas em uma construção que articula humor, memória e reflexão crítica.
Um grupo de teatro sobe ao palco para estrear uma peça que não ficou pronta. Diante do impasse, a apresentação desvia para um caminho imprevisível. No lugar de um espetáculo acabado e polido, o público é arrastado para um devaneio artístico, um merg ulho nos bastidores do processo, repleto de tentativas, tropeços e suposições sobre o que a peça poderia vir a ser.
Em Inacabado, os integrantes do Grupo Bagaceira são personagens de si mesmos, conduzindo um jogo cênico que se dá entre realidade e ficção, revelando as dúvidas, conflitos e angústias que permeiam a criação de um espetácul o e, por que não, a própria vida. Entre tentativas de improvisação, cenas interrompidas e discussõe s, o grupo explora o inacabamento não como falha, mas como potência.
A encenação é atravessada por memórias pessoais e coletivas dos artistas, equilibrando-se entre o trágico e o cômico, com autoironia e exposição dos conflitos que atravessam tanto o fazer teatral quanto a própria experiência de vida.
O espetáculo também dialoga com um momento decisivo da trajetória do grupo, sendo a primeira criação após a morte do ator e fundador Rogério Mesquita. Diante do luto e das incertezas, o trabalho se constrói como gesto de continuidade e reinvenção. "Partimos do desejo de vitalidade e renovação: voltar à sala de ensaio, experimentar, erguer novas possibilidades.
Retomar um Bagaceira vivo, potente e autoral, e reativar, em nós e no público, a capacidade de imaginar e reinventar o mundo", afirma o diretor Rafael Martins.

