Huesera
Dir. Michelle Garza Cervera, México, Terror, 2023. Legendado.
Valeria sempre sonhou em ser mãe, mas quando finalmente engravida, algo parece errado. Uma presença monstruosa e sinistra passa a assombrá-la, colocando em risco sua gestação, seu casamento e sua própria sanidade. Em meio a uma crise existencial e familiar, ela precisa confrontar seus desejos mais profundos para sobreviver.
Mais sobre Huesera:
Dirigido por Michelle Garza Cervera e escrito por Michelle Garza Cervera e Abia Castillo, Huesera acompanha Valeria (Natalia Solián), uma mulher que leva uma vida aparentemente estável ao lado do marido Raúl (Alfonso Dosal) e que sempre desejou ser mãe. Após a confirmação da gravidez, no entanto, a alegria esperada dá lugar a uma sensação crescente de estranheza. Na mesma noite em que descobre estar grávida, Valeria é visitada por uma presença sobrenatural e aterrorizante. A partir de então, uma entidade monstruosa passa a persegui-la, ameaçando seu bebê, seu relacionamento e sua própria vida . Enquanto tenta entender o que está acontecendo, Valeria se distancia do marido e entra em conflito com a família, que espera que ela se conforme ao papel tradicional de mãe. A protagonista, uma ex-punk com um passado rebelde, precisa revisitar suas origens e buscar ajuda em um grupo de bruxas, mergulhando em um mundo de magia negra e folclore mexicano que pode ser sua única salvação — ou sua perdição.
À medida que a gestação avança, Valeria passa a ser perseguida por aparições associadas a uma figura espectral ligada a sons de ossos quebrando e deformações corporais. Ao mesmo tempo, antigas questões relacionadas à sua identidade, seus afetos e suas escolhas de vida retornam com intensidade crescente. O filme articula horror sobrenatural, body horror , folclore mexicano e drama psicológico em uma narrativa que explora as tensões entre desejo individual e expectativas sociais.
Seu diferencial para a história do cinema latino-americano está em sua capacidade de articular tradições culturais locais com debates contemporâneos sobre subjetividade, gênero e sexualidade sem abandonar a força do horror de gênero. Huesera insere-se em uma renovação recente do horror latino-americano dirigido por mulheres, ao lado de obras que utilizam o fantástico para abordar experiências corporais e afetivas frequentemente marginalizadas.
Exibido pela primeira vez no Festival de Tribeca, o longa foi celebrado pela originalidade de sua abordagem da maternidade, pela atuação de Natalia Solián e pela forma como utiliza convenções do horror para discutir normas de gênero, desejo e autonomia. Críticos destacaram especialmente sua capacidade de evitar leituras simplistas sobre gravidez, recusando tanto a idealização da maternidade quanto sua representação exclusivamente como sofrimento.
Premiações Mais Relevantes:
Festival de Tribeca (2022): Vencedor na categoria Melhor Diretor Estreante ( Best New Narrative Director ) e Prêmio Nora Ephron.
Festival de Sitges…









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