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Ver e Ler Paulo de Cantos

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mardi 21 juillet · 10h
MUDE
Rua Augusta, 24, 1100-053 Lisboa, Portugal
🇵🇹PT
11 € sur BOL.pt
🖼️Expos : tout voir🏰Patrimoine🗺️Tourisme
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Exposição no MUDE sobre a obra tipográfica e experimental de Paulo de Cantos (1892–1979), reunindo 31 livros autoeditados

Por motivos de manutenção do espaço museológico, as vendas online estão suspensas de 07 de Julho de 2026 a 19 de Julho de 2026. Porém os bilhetes poderão ser adquiridos na bilheteria local.

Num contexto marcado pela expansão da Inteligência Artificial e pela crescente desmaterialização dos objetos, torna-se particularmente relevante revisitar, na perspetiva do design, a dimensão experimental e manual da obra de Paulo de Cantos (1892–1979), professor e editor que, entre 1917 e 1969, desenvolveu uma produção gráfica singular, marcada pelo experimentalismo pedagógico e em diálogo com o modernismo.

É neste enquadramento que o MUDE programou e apresenta, em 2026, uma exposição dedicada a um autor complexo e ainda insuficientemente reconhecido pela historiografia do design. Assim se reafirma o compromisso do Museu com a investigação e a divulgação de práticas que estimulam a reflexão crítica. O valor da obra de Cantos traduziu-se já na integração de trabalhos seus na exposição de longa duração do Museu e na constituição, em 2025, da Coleção Paulo de Cantos.

O trabalho deste autor encontrou no livro o suporte privilegiado de uma prática orientada para a superação de limites físicos e conceptuais. Materializou-se, também, em manuais, postais e objetos editoriais que exploram a linguagem tipográfica, a geometria das formas e o humor. Destacam-se os chamados livros «bi-rostos», onde a linearidade da leitura é substituída por percursos lúdicos e circulares, em que o fim se converte frequentemente num novo começo.

Com curadoria e design gráfico de António Silveira Gomes e de Cláudia Castelo, e design expositivo de José Albergaria, esta é a mais extensa exposição dedicada ao autor, contemplando 31 dos 45 livros auto-editados por Cantos, designadamente os que pertencem ao acervo do MUDE. Resultado de um processo de investigação iniciado no final da década de 1990, os curadores consideram: «Nas margens da história, Cantos foi um outsider com uma obra insólita que veiculava algumas das ideias da Política do Espírito e do luso-tropicalismo do Estado Novo com doses de humor e displicência que não pertenciam ao cânone. O livro foi a sua forma de expressão, cujos limites físicos e conceptuais procurou transcender ao longo da vida.»

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