
ÚLULU
Performance contemplativa de Raquel Lima que mistura música, movimento e poesia inspirada em rituais são-tomenses
Úlulu quer dizer placenta em forro ou lúngwa santomé. Segundo um ritual antigo da cultura são-tomense, o úlulu é plantado, juntamente com o cordão umbilical, no grande quintal da família. Assim, segundo as gerações mais antigas, as crianças crescem e viajam pelo mundo, mas sabem sempre regressar à terra onde nascem.
Nesta performance, três criaturas-criadoras evocam a música, o movimento, a poesia e a paisagem na busca de cordões de transmissão e nutrição, enquanto especulam e repetem rituais para harmonizar colapso e regeneração, e levantar questões: E se pertencer a geografias não-humanas for uma solução face à extinção que se avizinha? Como fazê-lo sem desperdiçar a memória de rituais úteis para essa transmutação? Onde deixar pistas para uma eventual fuga em direção ao retorno? - Raquel Lima
Frente e Verso convida ao olhar prismático, à perspetiva cruzada, partindo da premissa de que coexistimos num mesmo Tempo – somos Contemporâneos – e, por isso, nos inquietam temas semelhantes, que abordamos a partir de narrativas e vocabulários que resultam deste mesmo contexto histórico.
Ficha Artística Direção artística e criação Raquel Lima
Interpretação Maria Palmira Joaquim, Okan Kayma, Raquel Lima
Cenografia Eneida Tavares
Coprodução Teatro do Bairro Alto, Teatro Municipal do Porto / FITEI
Coprodução em residência OSSO, Alkantara, O Espaço do Tempo
Même lieu : Theatro Circo
12Et si vous tentiez …
Des envies qu'on ne vous montre pas encore, mais qui bougent près de chez vous.








