
KARLA DA SILVA
Depois de Sotak, Karla da Silva apresenta Batuk, seu novo projeto. Em Sotak, tratou o Samba como uma língua viva, explorando seus diversos “acentos”: do Samba Canção ao Samba Reggae. Fez do Samba uma metáfora da Língua Portuguesa em constante reinvenção. O álbum foi aclamado pela Songlines (Top of the World) e pelo Libération, que a consagrou como “La nouvelle reine du Samba”.
Se em Sotak explorou a multiplicidade, aqui mergulha na origem do Samba: o Samba de roda, chula, de terreiro e de caboclo. É o Samba antes da urbanização - rito, corpo e chão. O Samba de roda, nascido no Recôncavo Baiano, é a base: canto, dança e coletividade em círculo. O Samba de terreiro traz a dimensão sagrada do Candomblé, enquanto o de caboclo conecta o afro e o indígena.
Yalorixá (Mãe de Santo), filha de Oxum, Karla deixa o tambor guiar o caminho. Batuk nasce do chão e dos corpos - um Samba ligado à terra, reza e celebração. Como diz Ayrton Krenak, “o futuro é ancestral”. Assim, Sotak e Batuk se complementam: um é palavra, o outro é tambor.
Um trabalho vibrante e dançante, pensado como um grande ritual coletivo - um convite a sentir a força do Samba em sua forma mais pura: o batuk.
**Não há lugares sentados, nem marcados, nos concertos da Casa Capitão. Para garantir uma boa posição face ao palco, convém chegar cedo. E pronto para passar uma ou duas horas em pé.**














